da cólera ao silêncio"(...) Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta (...)" Caio Fernando Abreu |
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domenica, luglio 05, 2009 |
"Eu te conheço até o osso por intermédio de uma encantação que vem de mim para ti. posted by Lorenna | 05:14 | commenti |
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sabato, luglio 04, 2009 |
"Os lábios da garrafa são como os da mulher: só valem beijos enquanto o fogo do vinho ou o fogo do amor os borrifa de lava." Álvares de Azevedo
posted by Lorenna | 21:18 | commenti |
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venerdì, luglio 03, 2009 |
"Como numa orgia, como num vício, como numa tara, como num inconfessável ritual sadomasoquista, ela entregava-se aos blues amargos, cafés fortes, tabacos lentos... Ainda à procura da grande história." * de grandes brincadeiras, há! posted by Lorenna | 03:18 | commenti |
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giovedì, luglio 02, 2009 |
"Fechou os olhos e ficou invisível." Tony Monti
posted by Lorenna | 16:30 | commenti |
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mercoledì, luglio 01, 2009 |
faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, não Lóri mas o seu nome secreto que ela por enquanto ainda não podia usufruir, faz de conta que vivia e não que estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que ela era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os punhos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e uma luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranquilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro - pois agora mansamente, embora de olhos secos, o coração estava molhado; ela saíra agora da voracidade de viver.
posted by Lorenna | 20:57 | commenti |
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martedì, giugno 30, 2009 |
Roberta
posted by Lorenna | 18:48 | commenti |
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lunedì, giugno 29, 2009 |
o pouso silente da borboleta de seda celebra a manhã Zemaria Pinto posted by Lorenna | 03:13 | commenti |
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domenica, giugno 28, 2009 |
"O amor não deixa sobreviventes." Nelson Rodrigues
posted by Lorenna | 17:49 | commenti |
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giovedì, giugno 25, 2009 |
"A poesia seria cúmplice, desde o início, desse sentimento que se chama amor. Eu acho que é uma coisa perfeitamente lógica, natural, porque a poesia, se vocês olharem bem, ela é o amor entre os sons e os sentimentos. Ela já é na sua substância, intrinsecamente, ela já é amor, já é aproximação, no sentido que é amor entre os sons e os sentidos, num sentido que a prosa não é. É por isso que a poesia não morre. Por que essa coisa tão inútil que não consegue sequer se transformar decentemente em mercadoria num mundo mercatório, esse mundo em que vivemos? Qualquer editor principiante sabe: poesia não vende. Existe esse hiato, realmente poesia não vende, e é bom que não venda! Sabe aqueles que reclamam dizendo, é um absurdo, um país como o nosso, não sei o quê, tchê, tchê, pá, pá, e poesia não vende. Vamos nos rejubilar. Poesia não vende. Poesia é ato de amor entre o poeta e a linguagem. E esse é um território como se fosse assim uma reserva ecológica do mercado em que vivemos que resiste ao fato de se transformar em mercadoria. Não é uma infelicidade e nenhuma inferioridade da poesia escrita, falando da poesia escrita, da poesia, escrita, da poesia livro, a dificuldade dela em se transformar em mercadoria é uma grandeza. Quem não entender isso não entende a verdadeira natureza da poesia, ela é feita de uma substância que é, basicamente, rebelde à transformação em mercadoria. A gente pode criar um mundo assim, um império total da mercadoria, tudo pode ser vendido, coisas, sensações, as coisas mais incríveis, os momentos mais emocionantes. Uma coisa, porém, não pode ser transformada em mercadoria, que é o amor. Amor é dado de graça, alguém pode comprar amor? Pode-se comprar o sexo de outra pessoa, mas o amor a gente sabe que é o último reduto que resiste à transformação em mercadoria.” Paulo Leminski posted by Lorenna | 22:18 | commenti |
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mercoledì, giugno 24, 2009 |
"Nasci para amar os outros – diria ela – e para escrever. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca." Clarice Lispector
posted by Lorenna | 03:53 | commenti |
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venerdì, giugno 19, 2009 |
O amor não vê o amor não ouve o amor não age O amor não.
Orides Fontela posted by Lorenna | 15:00 | commenti |
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giovedì, giugno 18, 2009 |
"... amor será dar de presente um ao outro a própria solidão? pois é a coisa última que se pode dar de si..." Clarice Lispector, in Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres
posted by Lorenna | 04:26 | commenti |
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domenica, giugno 14, 2009 |
"the only chance of renovation is to open our eyes and see the mess." beckett posted by Lorenna | 04:10 | commenti |
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sabato, giugno 13, 2009 |
"O coração tem bordas estreitas..." Emily Dickinson posted by Lorenna | 04:40 | commenti (1) |
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venerdì, giugno 12, 2009 |
"Tira-me a luz dos olhos - continuarei a ver-te Rainer Maria Rilke posted by Lorenna | 01:55 | commenti |
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martedì, giugno 09, 2009 |
"Por outro lado, estou hoje um pouco cansada e é sobre o prazer do cansaço dolorido que vou falar. Todo prazer intenso toca no limiar da dor. Isso é bom. O sono, quando vem, é como um leve desmaio, um desmaio de amor. Morrer deve ser assim: por algum motivo estar-se tão cansado que só o sono da morte compensa. Morrer às vezes parece um egoísmo. Mas quem morre às vezes precisa muito. Será que morrer é o último prazer terreno?" Clarice Lispector posted by Lorenna | 04:24 | commenti (1) |
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lunedì, giugno 08, 2009 |
O ameaçado É o amor. Terei de me esconder ou de fugir. posted by Lorenna | 05:12 | commenti (2) |
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domenica, giugno 07, 2009 |
apagar as velas rodrigo garcia lopes posted by Lorenna | 19:22 | commenti (1) |
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sabato, giugno 06, 2009 |
"No osso da fala dos loucos têm lírios." Manoel de Barros
posted by Lorenna | 17:41 | commenti |
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venerdì, giugno 05, 2009 |
A todo momento o vejo Teu corpo, a única ilha no oceano do meu desejo. Manuel Bandeira posted by Lorenna | 04:13 | commenti (1) |
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giovedì, giugno 04, 2009 |
"Viagem como vida, Vida como viagem." Alice Ruiz
posted by Lorenna | 13:15 | commenti |
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mercoledì, giugno 03, 2009 |
"Cada qual é o mais distante de si mesmo." Nietzsche
posted by Lorenna | 18:17 | commenti |
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martedì, giugno 02, 2009 |
"Eu sou mansa mas minha função de viver é feroz." Clarice Lispector
posted by Lorenna | 04:53 | commenti (1) |
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domenica, maggio 31, 2009 |
não diferencio os cogumelos * o destino? posted by Lorenna | 18:24 | commenti |
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sabato, maggio 30, 2009 |
"Não te quero só para mim nem poderia. Quero-te para ti mesmo e para tua própria vida. Quanto mais fores o que quiseres, mais serás o que eu queria!" Luiz Poeta posted by Lorenna | 03:46 | commenti |
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giovedì, maggio 28, 2009 |
É crua a vida. Alça de tripa e metal. Hilda Hilst, in Alcoólicas posted by Lorenna | 06:02 | commenti (1) |
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mercoledì, maggio 27, 2009 |
É preciso casar João, É preciso salvar o país, É preciso estudar volapuque, É preciso viver com os homens Carlos Drummond de Andrade, in Poema da necessidade posted by Lorenna | 04:09 | commenti |
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martedì, maggio 26, 2009 |
"Meu coração, inundado Florbela Espanca posted by Lorenna | 04:24 | commenti |
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lunedì, maggio 25, 2009 |
"Há um menino, há um moleque E me fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir: amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor." Milton Nascimento & Fernando Brant posted by Lorenna | 00:40 | commenti |
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sabato, maggio 23, 2009 |
"A água da minha memória devora todos os reflexos." Cecilia Meireles
posted by Lorenna | 05:31 | commenti (1) |
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venerdì, maggio 22, 2009 |
Há noites que eu não posso dormir de remorso por tudo o que eu deixei de cometer. * intrigante ainda quando vem de um ex. o msn ainda nos une, mesmo depois de alguns anos. posted by Lorenna | 03:47 | commenti |