da cólera ao silêncio"(...) Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta (...)" Caio Fernando Abreu |
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lunedì, luglio 07, 2008 |
“Quando a criança era criança Como no parto, as mulheres O guarda-chuva está encharcado Vou contar Você está livre porque esqueceram de você Os deuses se cansaram A moça triste, sozinha, flutuando no ar, não vem ninguém para ver o espetáculo O que prende a solidão que segura as asas qualquer indício de que se pode viver. Os olhos das crianças, As esferas brilhantes e a luz do desejo meu pai, meus amigos mortos, tenho Porque não estou ainda morto Esta mulher em cima das ruínas Quando subias as montanhas Providence. A mesa foi posta Apenas se inicia outra vez segurando teus passos A terra de ninguém se disfarça com arbustos Esta mulher conquistou minhas ruínas, as mulheres Não necessito de proteção. O circo Ao som da banda, os saltimbancos da nostalgia Passaram-se as manhãs e as noites de anjos intermináveis, eis que somos muito poucos. com que andam no infinito. Esses vai voar pela última vez e não há beleza suportável Figuras caóticas no baile dos perdidos E o anjo se transforma em criança também o ar tem suas margens, como o céu, e jamais se poderá de suas mãos, esperando a primeira chuva Foi quando “Quando a criança era criança Quando a criança deixou de ser criança E quando a criança não era mais criança e já não havia mais nem asas nem a magia do tempo. Álvaro Pacheco, in Asas de Criança posted by Lorenna | 04:51 | commenti |
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domenica, luglio 06, 2008 |
"Mulher é desdobrável. Eu sou." Adélia Prado
posted by Lorenna | 05:19 | commenti |
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sabato, luglio 05, 2008 |
“Liberdade? é o meu ultimo refúgio, forcei-me à liberdade e agüento-a não como um dom, mas com heroísmo: sou heroicamente livre." Clarice Lispector
posted by Lorenna | 05:47 | commenti |
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venerdì, luglio 04, 2008 |
Deixe em paz meu coração Chico Buarque, in Gota d'água posted by Lorenna | 04:43 | commenti |
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giovedì, luglio 03, 2008 |
"E, de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito, do jeito talvez torto que sei fazer." Caio Fernando Abreu
posted by Lorenna | 04:56 | commenti |
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mercoledì, luglio 02, 2008 |
"cuida do que é seu em mim..." Kid Abelha
posted by Lorenna | 04:58 | commenti |
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martedì, luglio 01, 2008 |
"Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas lhe lembrava sempre o destino dos amores contrariados..." Gabriel García Márquez , in O Amor nos Tempos do Cólera
posted by Lorenna | 03:51 | commenti |
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lunedì, giugno 30, 2008 |
árvores me começam. violetas me imensam. manoel de barros posted by Lorenna | 04:27 | commenti |
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domenica, giugno 29, 2008 |
"Perder-se é um achar perigoso." Clarice Lispector posted by Lorenna | 03:34 | commenti |
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sabato, giugno 28, 2008 |
"Nada mais temas, diz o coração no corpo, nada mais temas." virginia wolf posted by Lorenna | 03:30 | commenti |
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giovedì, giugno 26, 2008 |
Uma vez amei, julguei que me amariam Mas não fui amado. Não fui amado pela única grande razão — Porque não tinha que ser. Consolei-me voltando ao sol e à chuva, E sentando-me outra vez à porta de casa. Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados Como para os que o não são. Sentir é estar distraído. Alberto Caeiro posted by Lorenna | 03:14 | commenti |
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martedì, giugno 24, 2008 |
"No vácuo de mim eu me despenco. Porque seria preciso também abdicar de mim mesmo para novamente reconstruir-me. Tornar a escolher os gestos, as palavras, em cada momento decidir qual dos meus eus assumir. Já esfacelei meu ser, já escolhi as porções que me são conveninentes esquecendo deliberado as outras. E são elas - serão elas? - que agora se movimentam revoltadas, pedindo passagem em gritos mudos, na ânsia de transcender limites, violentar fronteiras, arrebentando para a manhã de sol. O tremular da chama é um aceno, convite para chegar à verdade última e íntima de cada coisa. Não quero. Não posso restar nu, despojado de mim mesmo. Não posso recomeçar porque tudo soaria falso e inútil. As minhas verdades me bastam, mesmo sendo mentiras. Não é mais tempo de reconstruir. Em luta, meus ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Porque pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja a existência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver. Sôfrego, torno a anexar a mim esse monólogo rebelde, essa aceitação ingênua de quem não sabe que vivier é, constantemente, construir, não derrubar. De que não sabe que esse prolongado construir implica em erros, e saber vivier implica em não valorizar esses erros, ou suavizá-los, distorcê-los ou mesmo eliminá-los para que o restante da construção não seja abalado. Basta uma pausa, um pensamento mais prolongado para que tudo caia por terra. Recomeçar é doloroso. Faz-se necessário investigar novas verdades, adequar novos valores e conceitos. Não cabe reconstruir duas vezes a mesma vida numa única existência. Por isso me esquivo, deslizo por entre as chamas do pequeno fogo, porque elas queimam. E queimar também destrói..." Caio Fernando Abreu posted by Lorenna | 17:54 | commenti |
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domenica, giugno 22, 2008 |
"Ainda que dentro de mim as águas apodreçam e se encham de lama e ventos ocasionais depositem peixes mortos pelas margens e todos os avisos se façam presentes nas asas das borboletas e nas folhas dos plátanos que devem estar perdendo folhas lá bem ao sul e ainda que você me sacuda e diga que me ama e que precisa de mim: ainda assim não sentirei o cheiro podre das águas e meus pés não se sujarão na lama e meus olhos não verão as carcaças entreabertas em vermes nas margens, ainda assim eu matarei as borboletas e cuspirei nas folhas amareladas dos plátanos e afastarei você com o gesto mais duro que conseguir e direi duramente que seu amor não me toca nem me comove e que sua precisão de mim não passa de fome e que você me devoraria como eu devoraria você. Ah, se ousássemos." Caio Fernando Abreu posted by Lorenna | 04:03 | commenti (1) |
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sabato, giugno 21, 2008 |
"É difícil aprisionar os que tem asas." Caio Fernando Abreu
posted by Lorenna | 05:46 | commenti |
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venerdì, giugno 20, 2008 |
"A felicidade exige valentia." Fernando Pessoa
posted by Lorenna | 02:19 | commenti |
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domenica, giugno 15, 2008 |
"Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor..." Vinícius de Moraes posted by Lorenna | 15:34 | commenti (2) |
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sabato, giugno 14, 2008 |
"Entre o sono e o sonho, entre mim e o que em mim é o quem eu me suponho corre um rio sem fim." Fernando Pessoa posted by Lorenna | 06:32 | commenti |
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martedì, giugno 10, 2008 |
" - Que é que eu faço? É de noite e estou viva. Estar viva esta me matando aos poucos, e eu estou toda alerta no escuro. " Clarice Lispector posted by Lorenna | 04:30 | commenti |
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lunedì, giugno 09, 2008 |
"A vida é curta pra ser pequena." Chacal
posted by Lorenna | 04:43 | commenti |
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domenica, giugno 08, 2008 |
No retrato que me faço
posted by Lorenna | 05:25 | commenti |
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sabato, giugno 07, 2008 |
''O que sei é tão volátil e quase inexistente que fica entre mim e eu.'' Clarice Lispector, in Água Viva
posted by Lorenna | 06:23 | commenti |
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venerdì, giugno 06, 2008 |
"Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não podemos crescer emocionalmente. Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser único." Fernando Pessoa posted by Lorenna | 03:55 | commenti |
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mercoledì, giugno 04, 2008 |
"Ame a arte em você e não você na arte." Constantine Stanislavski
posted by Lorenna | 02:38 | commenti |
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martedì, giugno 03, 2008 |
"Tenho fome da extensão do tempo, e quero ser eu sem condições." Fernando Pessoa
posted by Lorenna | 04:29 | commenti (1) |
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domenica, giugno 01, 2008 |
"Se a realidade nos alimenta com lixo, a mente pode nos alimentar com flores." Caio Fernando Abreu posted by Lorenna | 04:45 | commenti |
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sabato, maggio 31, 2008 |
(...) Entretanto, não se deve acreditar que todas as dificulades se atenuem nas mulheres de temperamento ardente. Ao contrário, podem exasperar-se. A pertubação feminina pode atingir uma intensidade que o homem não conhece. (...) Simone de Beauvoir posted by Lorenna | 05:40 | commenti |
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venerdì, maggio 30, 2008 |
"Não tenho nada a fazer, isto é, nada em particular. Tenho de falar, isso é vago. Tenho de falar não tendo nada a dizer, somente as palavras dos outros. Não sabendo falar, não querendo falar, tenho de falar. Ninguém me obriga a isso, não há ninguém, é um acidente, é um fato. Nada poderá jamais dispensar-me disso, não há nada, nada a descobrir, nada que diminua o que resta para ser dito, tenho de beber o mar, há pois um mar." Samuel Beckett
posted by Lorenna | 04:47 | commenti (2) |
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domenica, maggio 25, 2008 |
"um bom poeta pode fazer uma alma despedaçada voar." charles bukowski posted by Lorenna | 04:24 | commenti |
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mercoledì, maggio 21, 2008 |
É estranho ter um corpo onde se alojar, um corpo onde sangue molhado corre sem parar, onde a boca sabe cantar, e os olhos tantas vezes devem ter chorado Clarice Lispector posted by Lorenna | 03:37 | commenti |
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martedì, maggio 20, 2008 |
"Alguém que é feliz a vida toda é um cretino; por isso, antes de ser feliz, prefiro ser inquieto." Umberto Eco
posted by Lorenna | 03:49 | commenti |
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lunedì, maggio 19, 2008 |
"o lagarto morderá os que não sonham!." lórca
posted by Lorenna | 03:55 | commenti |