da cólera ao silêncio

"(...) Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta (...)" Caio Fernando Abreu

lunedì, luglio 07, 2008

“Quando a criança era criança
e balançava os braços sem saber
imaginava que o riacho fosse rio
e também o mar fosse rio, embora
pudesse ser mar, mas não sabia
que tudo não passava de uma  pequena
poça de chuva, quando  por acaso chovia”.
Quando a criança era criança
a vida era uma só e ela não tinha
nem opiniões nem hábitos, desconhecia
as ruas e não fazia poses para fotos, nem\
erguia a cabeça contra o céu aberto -
o universo era uma  casa de um andar
e um homem tomando banho no quintal.

Como no parto,   as mulheres
acabam com suas vidas, não é possível
esquecer o pôr-de-sol - e os tempos
e os acontecimentos que passaram 
são fluidos. Há  colinas
não muito altas - chega um avião
e as árvores se encrespam contra o ruído.

O guarda-chuva está encharcado 
e já não protege - o homem se resigna
e enfrenta a chuva, os livros antigos 
exorcisam o pensamento e o calor
das  mãos diante da imagem imóvel
evoca a música sacra e o enlevo
de se sentir, como as crianças, perpétuo.

Vou contar
sobre o contador de histórias
que revelava o tempo ás criancinhas :
na letargia dessas histórias,
como poderei deixar de estar  perdido, 
mesmo louco e sozinho? Meu pai
foi um pai sem lágrimas e tristeza.

Você está livre porque  esqueceram de você
e  era tempo desta pergunta: porque eu
e não você? Estou aqui e não lá
sinto e vejo e ninguém me vê - e isto
é uma simples miragem  do mundo anterior
ou posterior talvez, e quando 
não serei mais quem eu sou.

Os deuses se cansaram
de sentar-se no lugar vazio
sem ninguém ao lado, precisam
excitar-se pelos contornos do corpo
ao invés do apelo aos desvios da alma,
do entusiasmo pelo mal, exercitar os pés nús
em outra carne expectante, á distância.

A moça triste, sozinha, flutuando no ar,
para voar no trapézio  com as asas de um anjo
para uma grande multidão - mas não conseguia
porque suas asas eram de galinhas, e esse sonho
não era próprio de anjos, mas de trapezista caindo
sem nenhum público para aplaudir
como é sempre na vida. Na última noite

não vem ninguém para ver o espetáculo
as asas de galinhas voando pelo ar adentro:
Só o tempo cura. Mas, se não fôr doença?
Alguém está pairando. “- Todos os que passam
perdem o fôlego e ficaram em minha cabeça -
e não houve uma só palavra de carinho
para encher meu coração e o som do acordeon.

O que prende a solidão que segura as asas
é o olhar do pequeno animal perdido na floresta.
Não devo chorar - o vazio
preenche tudo quando se está sozinha -
ah, eu queria fazer amor, mesmo que fosse
com uma aparição - quando se é estrangeiro
vale qualquer pele, qualquer corpo.

qualquer indício de que se pode viver.
As côres, o neon no céu escuro: os homens
não devem olhar - e uma onda de amor
vem perturbar-me
e ao meu desejo de amar - morrer
não é tão simples:
não basta cair do trapézio”.

Os olhos das crianças,
as primeiras gôtas de chuva
o primeiro sol depois da chuva
as pedras brancas no leito seco do rio
um jovem dorso nu ao teu lado na cama
a carne jovem esperando.
Meu pai.

As esferas brilhantes e a luz do desejo
e, depois da passagem dos séculos, 
as  impertinências do futuro
cruzando o pântano - ninguém segue
a inspiração da paz. Devo
desistir agora ?  Não encontro mais a praça
que era aqui - suas grandes árvores,

meu pai, meus amigos mortos, tenho
de esperar que ela passe outra vez
mesmo mais estreita e em ruínas, mesmo
sem ter havido guerras e bandeiras e tambores
não posso desistir de encontrá-la: é como
fugir da infância, aqui, onde ficaram
meus filhos pequenos que fugiram de mim.

Porque não estou ainda morto
não irei sair daqui - disfarço-me
em arbustos e em grandes árvores
para procurá-los entoando os cantos de guerra
e as canções de ninar - quanto tempo
se passou? Perpassa-me a ternura
de um quarteto barroco . A igreja.

Esta mulher em cima das ruínas
(quantas ruínas!). Quando foi?
Disse o general para a prostituta:
“- Se eu não te possuisse sentiria falta
da ausência do prazer, mesmo 
sem qualquer amor, como o peso 
de duas maçãs em cada mão”.

Quando subias as montanhas
indo da sombra para o sol
um barco flutuava no lago,
esse grande lago dos ursos  
entre as casas das crianças
e os olhos azúis da infância,
como o último salto para o infinito.

Providence. A mesa foi posta
entre as árvores
para o almoço no horizonte:
há uma mulher que não chega e um homem
que já não mais espera o baile.
Os clarins ao longe, como nas caçadas,
convocam  para a festa.

Apenas se inicia outra vez 
o caminho dos séculos,
tão íntimo como o tronco
do velho oitizeiro, contudo
a paz não te deixa sossegar:
onde está a velha praça
e as ruas estreitas de pedras pontudas

segurando teus passos
sob o velho guarda-chuva de teu pai,
onde o menino era menino
e o coração estava aberto
para todos os desafios?  Onde
esconderam esse coração, e onde
se esconderam as crianças?

A terra de ninguém se disfarça com arbustos
e obuzes, e os jornais
são líderes sem escrúpulos, a môsca
presa no âmbar liquefeito
que só escapa 
com a senha  da alma cega e conquistada
mais cedo ou mais tarde.

Esta mulher conquistou minhas ruínas, as mulheres
aliás, apenas sobrevivem em nossas ruínas
porque morremos muito antes - o amarelo
e sinônimo da morte, que é a côr dos girassóis
que se queimam na vaidade da luz. “- Cinza - 
disse o general para a prostituta - não é côr”.
Por que? - respondeu ela - Não sou  um anjo”.

Não necessito de proteção. O circo
é muito triste para quem não é criança:
os palhaços são patéticos.
Quando a criança era criança
não sabia o que era couve-flor, espadas
e o fogo de  Deus ou uma banda taurina,
mas gostava muito da banda do circo.

Ao som da banda, os saltimbancos da nostalgia
as flôres sem côr na ausência do céu
as galinhas com os arcos
e a mulher que chora sem amor
com a carne exposta, a alma sangrando
sem mais esperanças. “Eu queria
eu queria muito fazer amor, uma vez so que fosse”.

Passaram-se as manhãs e as noites
e o rio encontrara seu leito para dormir
e então as abelhas perderam as asas e vieram as nuvens
os javalis e os gatos selvagens povoar o fogo.
Aprendemos a falar através das fogueiras
e quando a roda se quebrou houve uma fuga
para começar a história, um monólogo

de anjos intermináveis, eis que somos muito poucos.
O que nos ensina de verdade é olhar para baixo - para o alto
são vertigens e plumas, o rio primitivo
e as gôtas de chuva que secam  ainda entre as nuvens.
Nem todos vêem, desde a infância,
os desfiladeiros e as portas do céu,
o sol e a estrela com seus pequeninos pés

com que andam no infinito. Esses
não conhecem nem rios nem lagos mágicos
e assim desperdiçam a vida.
As imagens geométricas são apenas
reflexos da luz nas câmeras, nada
de coisas vivas, como fogo, fumaça e morte -
a pobre trapezista

vai voar pela última vez
na noite de lua cheia, graciosamente
em movimentos de dança aérea, em tons de amarelo
com medo da morte e da solidão.
Não é essencial ser bonita:
diante do espelho todos estão nus
com a alma á mostra

e não há beleza suportável
diante dos gestos teatrais da mágica.
Este é o último espetáculo, o último
orgasmo com os ombros colados no trapézio
na solidão do ar, como um pássaro sem asas
caindo para a morte, agarrando-se nas cordas
rindo-se da morte. É pior sem o amor.

Figuras caóticas no baile dos perdidos
a música banal, mas alucinada, imagens
desconexas descentradas da geometria,
a mão que te aperta por dentro os órgãos vitais
e a pergunta da criança, quando já não era mais criança,
“- Quem me protege e o que existe
em cima do sol e cortejando as estrelas? “

E o anjo se transforma em criança
e faz as mesmas perguntas
sem acreditar em Deus e seu último espetáculo:
a  solidão é como um pássaro
sorrindo para a morte
e o rio tem apenas duas margens, e quase nunca
quase nunca se está na definitiva -

também o ar tem suas margens, como o céu,
os corações, a  solidão, os elementos, as crianças,
o trapézio no ar, o amarelo, as plantas secas, 
o orgasmo, a decisão de morrer ou de viver,
olhar de frente, o ciclo das framboesas,
a tristeza das prostitutas e dos generais
e todas as coisas que já foram negadas ou explicadas - 

e jamais se poderá
mudar de margem, nem mesmo os anjos,
com suas asas e seu mistério insolúvel
que instruem as crianças e os muito velhos,
poderão mudar de lado, sair
de cada cidade procurando outra menor,
as framboesas e as maçãs nascendo

de suas mãos, esperando a primeira chuva
- que até agora ainda aguarda -
e ver a mulher por fim encontrar o amor,
uma eternidade em deleite, mais embriagante
que o vôo no trapézio e uma grande multidão,
como quando a criança era criança e pensava
que o riacho era rio e o rio era mar . E o retrato.

Foi quando
arremessou um lança de madeira contra o velho oitizeiro
- que nele ainda balança até hoje - e  as  suas asas
foram em busca do destino
que era puramente humano
mas jamais fôra um sonho humano
mesmo com todas as suas cores possíveis.

“Quando a criança era criança
andava balançando os braços
e não sabia que era criança
queria que o riacho fôsse rio
que o rio fosse torrente, e  poça d’agua, mar
e tudo era cheio de vida
e a vida era uma só”.

Quando a criança deixou de ser criança
o mar já se transforma em rio
e o rio em poças  e as poças em gotas d’agua
e as gotas d’agua  no vento seco do deserto
e desapareceram as asas e houve   o regresso
ao único átomo e suas derradeiras partículas
e a criancinha loura então aprendeu a dançar.

E quando a criança não era mais criança
ficou imóvel com os braços e o sorriso
e não acreditou mais que o  riacho era rio
e o rio torrente e a torrente era o mar
e viu que nem tudo era cheio de vida - e também
que já tinha hábitos e opiniões e sabia dançar
e a vida, enfrentando-a, não era uma só

e já não havia mais nem asas nem a magia do tempo.

Álvaro Pacheco, in Asas de Criança



 
domenica, luglio 06, 2008
"Mulher é desdobrável. Eu sou." Adélia Prado

 
sabato, luglio 05, 2008
“Liberdade? é o meu ultimo refúgio, forcei-me à liberdade e agüento-a não como um dom, mas com heroísmo: sou heroicamente livre." Clarice Lispector

 
venerdì, luglio 04, 2008

Deixe em paz meu coração           
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não      
Pode ser a gota d’água

Chico Buarque,  in Gota d'água



 
giovedì, luglio 03, 2008
"E, de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito, do jeito talvez torto que sei fazer." Caio Fernando Abreu

 
mercoledì, luglio 02, 2008
"cuida do que é seu em mim..." Kid Abelha

 
martedì, luglio 01, 2008
"Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas lhe lembrava sempre o destino dos amores contrariados..." Gabriel García Márquez , in O Amor nos Tempos do Cólera

 
lunedì, giugno 30, 2008
árvores me começam.
violetas me imensam.
manoel de barros

 
domenica, giugno 29, 2008
"Perder-se é um achar perigoso."
Clarice Lispector


 
sabato, giugno 28, 2008
"Nada mais temas, diz o coração no corpo, nada mais temas."
virginia wolf

 
giovedì, giugno 26, 2008

Uma vez amei, julguei que me amariam Mas não fui amado. Não fui amado pela única grande razão — Porque não tinha que ser. Consolei-me voltando ao sol e à chuva, E sentando-me outra vez à porta de casa. Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados Como para os que o não são. Sentir é estar distraído. Alberto Caeiro



 
martedì, giugno 24, 2008
"No vácuo de mim eu me despenco. Porque seria preciso também abdicar de mim mesmo para novamente reconstruir-me. Tornar a escolher os gestos, as palavras, em cada momento decidir qual dos meus eus assumir. Já esfacelei meu ser, já escolhi as porções que me são conveninentes esquecendo deliberado as outras. E são elas - serão elas? - que agora se movimentam revoltadas, pedindo passagem em gritos mudos, na ânsia de transcender limites, violentar fronteiras, arrebentando para a manhã de sol. O tremular da chama é um aceno, convite para chegar à verdade última e íntima de cada coisa.
Não quero. Não posso restar nu, despojado de mim mesmo. Não posso recomeçar porque tudo soaria falso e inútil. As minhas verdades me bastam, mesmo sendo mentiras. Não é mais tempo de reconstruir.
Em luta, meus ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Porque pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja a existência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver.
Sôfrego, torno a anexar a mim esse monólogo rebelde, essa aceitação ingênua de quem não sabe que vivier é, constantemente, construir, não derrubar. De que não sabe que esse prolongado construir implica em erros, e saber vivier implica em não valorizar esses erros, ou suavizá-los, distorcê-los ou mesmo eliminá-los para que o restante da construção não seja abalado. Basta uma pausa, um pensamento mais prolongado para que tudo caia por terra. Recomeçar é doloroso. Faz-se necessário investigar novas verdades, adequar novos valores e conceitos. Não cabe reconstruir duas vezes a mesma vida numa única existência. Por isso me esquivo, deslizo por entre as chamas do pequeno fogo, porque elas queimam. E queimar também destrói..."

Caio Fernando Abreu


 
domenica, giugno 22, 2008
"Ainda que dentro de mim as águas apodreçam e se encham de lama e ventos ocasionais depositem peixes mortos pelas margens e todos os avisos se façam presentes nas asas das borboletas e nas folhas dos plátanos que devem estar perdendo folhas lá bem ao sul e ainda que você me sacuda e diga que me ama e que precisa de mim: ainda assim não sentirei o cheiro podre das águas e meus pés não se sujarão na lama e meus olhos não verão as carcaças entreabertas em vermes nas margens, ainda assim eu matarei as borboletas e cuspirei nas folhas amareladas dos plátanos e afastarei você com o gesto mais duro que conseguir e direi duramente que seu amor não me toca nem me comove e que sua precisão de mim não passa de fome e que você me devoraria como eu devoraria você. Ah, se ousássemos."
Caio Fernando Abreu

 
sabato, giugno 21, 2008
"É difícil aprisionar os que tem asas." Caio Fernando Abreu

 
venerdì, giugno 20, 2008
"A felicidade exige valentia." Fernando Pessoa

 
domenica, giugno 15, 2008
"Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor..."
Vinícius de Moraes

 
sabato, giugno 14, 2008
"Entre o sono e o sonho,
entre mim e o que em mim
é o quem eu me suponho
corre um rio sem fim."
Fernando Pessoa

 
martedì, giugno 10, 2008
" - Que é que eu faço? É de noite e estou viva. Estar viva esta me matando aos poucos, e eu estou toda alerta no escuro. "
Clarice Lispector

 
lunedì, giugno 09, 2008
"A vida é curta pra ser pequena." Chacal

 
domenica, giugno 08, 2008

No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...

às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...

e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,

no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!


Mário Quintana



 
sabato, giugno 07, 2008
''O que sei é tão volátil e quase inexistente que fica entre mim e eu.'' Clarice Lispector, in Água Viva

 
venerdì, giugno 06, 2008
"Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser único."
Fernando Pessoa

 
mercoledì, giugno 04, 2008
"Ame a arte em você e não você na arte." Constantine Stanislavski 

 
martedì, giugno 03, 2008
"Tenho fome da extensão do tempo, e quero ser eu sem condições." Fernando Pessoa

 
domenica, giugno 01, 2008
"Se a realidade nos alimenta com lixo, a mente pode nos alimentar com flores."
Caio Fernando Abreu


 
sabato, maggio 31, 2008
(...) Entretanto, não se deve acreditar que todas as dificulades se atenuem nas mulheres de temperamento ardente.
Ao contrário, podem exasperar-se. A pertubação feminina pode atingir uma intensidade que o homem não conhece. (...)
Simone de Beauvoir

 
venerdì, maggio 30, 2008
"Não tenho nada a fazer, isto é, nada em particular. Tenho de falar, isso é vago. Tenho de falar não tendo nada a dizer, somente as palavras dos outros. Não sabendo falar, não querendo falar, tenho de falar. Ninguém me obriga a isso, não há ninguém, é um acidente, é um fato. Nada poderá jamais dispensar-me disso, não há nada, nada a descobrir, nada que diminua o que resta para ser dito, tenho de beber o mar, há pois um mar." Samuel Beckett

 
domenica, maggio 25, 2008
"um bom poeta pode fazer uma alma despedaçada voar."
charles bukowski

 
mercoledì, maggio 21, 2008
É estranho ter um corpo onde
se alojar, um corpo onde sangue
molhado corre sem parar, onde a
boca sabe cantar, e os olhos tantas
vezes devem ter chorado
Clarice Lispector


 
martedì, maggio 20, 2008
"Alguém que é feliz a vida toda é um cretino; por isso, antes de ser feliz, prefiro ser inquieto." Umberto Eco

 
lunedì, maggio 19, 2008
"o lagarto morderá os que não sonham!." lórca

 
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