da cólera ao silêncio"(...) Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta (...)" Caio Fernando Abreu "Escrever - e você sabe disso - pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia - no papel." Caio Fernando Abreu |
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sabato, novembre 21, 2009 |
Tem sempre gente espiando a vida alheia, melhor eu ir na frente... Caio Fernando Abreu
posted by Lorenna | 01:58 | commenti |
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venerdì, novembre 20, 2009 |
"Hoje eu desenho o cheiro das árvores." Manoel de Barros posted by Lorenna | 01:46 | commenti (1) |
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giovedì, novembre 19, 2009 |
Código de acesso Eu não tenho preço posted by Lorenna | 01:01 | commenti (1) |
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mercoledì, novembre 18, 2009 |
"Quando o poema chega, é um acontecimento inusitado, uma erupção, como um vulcão. Está tudo bem e de repente ele começa a colocar fogo pela boca." Ferreira Gullar posted by Lorenna | 02:19 | commenti (1) |
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martedì, novembre 17, 2009 |
O passado não reconhece o seu lugar: esta sempre presente. posted by Lorenna | 13:20 | commenti (1) |
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lunedì, novembre 16, 2009 |
Noite dos Mascarados - Quem é você? posted by Lorenna | 01:19 | commenti (1) |
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sabato, novembre 14, 2009 |
- A roseira não assusta você? perguntou suave. - Esta não: esta tem espinhos. Vitória franziu as sobrancelhas: - E que diferença faz se tem espinhos? - É que só tenho medo, disse Ermelinda com certa voluptuosidade, quando uma flor é bonita demais: sem espinho, toda delicada demais, e toda bonita demais. Clarice Lispector, in A Maçã no Escuro posted by Lorenna | 11:27 | commenti (2) |
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venerdì, novembre 13, 2009 |
"Teresa, se algum sujeito bancar o sentimental em cima de você E te jurar uma paixão do tamanho de um bonde Se ele chorar Se ele se ajoelhar Se ele se rasgar todo Não acredita não Teresa É lágrima de cinema É tapeação Mentira CAI FORA." Manuel Bandeira posted by Lorenna | 01:46 | commenti (2) |
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giovedì, novembre 12, 2009 |
"Como eu saberia que essa cidade foi feita para o amor? Como eu iria saber que seu corpo veste o meu como uma luva? Gosto de você. Que estranho. Gosto de você. Tão devagar de repente. Que doce. Você não pode saber. Você está me destruindo. Você é bom para mim. Tenho tempo. Por favor, me devore." "Hiroshima mon amour" posted by Lorenna | 01:58 | commenti (1) |
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mercoledì, novembre 11, 2009 |
"Estamos próximos mas estamos há uma distância incomensurável, estamos próximos mas estamos sós." Ernesto Sábato
posted by Lorenna | 02:13 | commenti (1) |
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martedì, novembre 10, 2009 |
Na Volta Que O Mundo Dá
Saí do meu canto na beira do rio Pisei muito porto de língua estrangeira Varei cordilheira, geleira e deserto Com o tempo Saudade, não sei bem de quê Angústia de não se entender Juntei os meus troços num saco de pano Agora aprendi por que o mundo dá volta posted by Lorenna | 03:01 | commenti (1) |
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lunedì, novembre 09, 2009 |
coração-corpo tão dilatado pulsando espesso. (...) hilda hilst posted by Lorenna | 02:02 | commenti |
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domenica, novembre 08, 2009 |
Gastei uma hora pensando um verso que a pena não quer escrever. No entanto ele está cá dentro inquieto, vivo. Carlos Drummond de Andrade posted by Lorenna | 03:43 | commenti |
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venerdì, novembre 06, 2009 |
Em todos os meus sentimentos Alexandre Bonafim, Do livro "Sagração das despedidas" posted by Lorenna | 01:12 | commenti |
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giovedì, novembre 05, 2009 |
"E vento seca, amor enxuga." Moraes & Galvão , in Guria posted by Lorenna | 02:17 | commenti |
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mercoledì, novembre 04, 2009 |
"Respiro a única felicidade que sou capaz - uma consciência atenciosa e cordial. Passeio o dia todo (...) cada ser que encontro, cada cheiro dessa rua, tudo é pretexto para amar sem medida. Jovens mulheres supervisionam uma colônia de férias, a trombeta do vendedor de sorvetes, as barracas de frutas, melancias vermelhas com caroços negros, uvas translúcidas e meladas - tantos apoios para quem não sabe ser só. Mas a flauta ácida e terna das cigarras, o perfume de águas e de estrelas que se encontram nas noites de setembro, os caminhos aromáticos entre as árvores de pistache e os juncos - tantos sinais de amor para quem é forçado a ser só." Albert Camus posted by Lorenna | 00:05 | commenti |
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martedì, novembre 03, 2009 |
O amor é irracional, eu lembrei pra mim mesma. Quanto mais você ama alguém, menos Stephenie Meyer posted by Lorenna | 02:23 | commenti |
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lunedì, novembre 02, 2009 |
"E a moça? De que lugar teria vindo? Que caminhos teria pisado? Que insuspeitadas descobertas teria feito? Tu olharias a moça mas, as perguntas não acorrendo, o mistério que a envolveria seria desfeito - uma moça vestida de azul, sentada no chão de uma praça sem lago. Não poderias saber nada de mais absoluto sobre ela, a não ser ela própria. Fazendo perguntas, tu ouvirias respostas. Nas respostas ela poderia mentir, dissimular, e a realidade que estava sendo, a realidade que agora era, seria quebrada. E pois, não fazendo perguntas, tu aceitarias a moça completamente. Desconhecida, ela seria mais completa que todo um inventário sobre o seu passado. Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando essas perguntas não são feitas. Que a maneirar mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar - mas ver. Em silêncio. Tu verias a moça." Caio Fernando Abreu posted by Lorenna | 00:01 | commenti |
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domenica, novembre 01, 2009 |
O tempo, embora faça desabrochar e definhar animais e plantas com assombrosa pontualidade, não tem sobre a alma do homem efeitos tão simples. A alma do homem, aliás, age de forma igualmente estranha sobre o corpo do tempo. Uma hora, alojada no bizarro elemento do espírito humano, pode valer cinquenta ou cem vezes mais que a sua duração medida pelo relógio; em contrapartida, uma hora pode ser fielmente representada no mostrador do espírito por um segundo. Virginia Woolf, in Orlando posted by Lorenna | 02:19 | commenti |
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sabato, ottobre 31, 2009 |
Poeta, palhaço, pirata, corisco, errante judeu Dormindo na estrada, no nada, no nada esse mundo é todo meu. Chico Buarque
posted by Lorenna | 23:36 | commenti |
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venerdì, ottobre 30, 2009 |
A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial William Shakespeare posted by Lorenna | 12:37 | commenti |
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giovedì, ottobre 29, 2009 |
"Saudade é um pouco como fome. só passa quando se come a presença." Clarice Lispector * 7 meses
posted by Lorenna | 14:56 | commenti |
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mercoledì, ottobre 28, 2009 |
"Depois que descobri em mim mesma como é que se pensava, nunca mais pude acreditar no pensamento dos outros." Clarice Lispector
posted by Lorenna | 02:01 | commenti |
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lunedì, ottobre 26, 2009 |
"livrai-me, senhor carlos queiroz posted by Lorenna | 02:04 | commenti |
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domenica, ottobre 25, 2009 |
''Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade. (...) Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros da infância. Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos (...).'' Manoel de Barros , in Memórias Inventadas: A Infância posted by Lorenna | 02:00 | commenti |
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sabato, ottobre 24, 2009 |
"Toco a tua boca, com um dedo toco o contorno do tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha não escolheu e te desenha no rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenhá-la com minha mão em teu rosto e que por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão te desenha. Me olhas, de perto me olhas, cada vez mais de perto e, então, brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam entre si, sobrepõem-se e os cíclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se nos teus cabelos, acariciar lentamente a profundidade do teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de frangância obscura. E, se nos mordemos, a dor é doce, e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta, e eu te sinto tremular contra mim, como um lua na água." Julio Cortázar posted by Lorenna | 04:26 | commenti |
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venerdì, ottobre 23, 2009 |
Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas... Mário Quintana posted by Lorenna | 04:16 | commenti |
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giovedì, ottobre 22, 2009 |
Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria. Khalil Gibran posted by Lorenna | 03:00 | commenti |
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mercoledì, ottobre 21, 2009 |
No escuro as palavras não existem não têm porque existir as palavras não precisam. Sendo nem sim nem não nem certos nem sabedoria apenas abandono irreflexão um inominável mesmo o divertimento numa fuga a mímica do coração que escondido agora o que se abre feito enfim ser sem. Que nunca seja tarde a isto ao que se dá a quem que nunca seja tarde assim mesmo a cada vez aquele íntimo olhar olhos fechados este sem rumo uma vagueza boa este sem jeito este ser sem ter mesmo que ser. A cada vez esta primeira vez. Que nunca seja nada nem seja apenas si de tanto a mais. A minha consciência nua absurda crua primitiva inventa sorrisos únicos inventa melodias inventa exaustões e estrelas e a noite acorda a noite faz-se ver. Luci Collin, in Noir posted by Lorenna | 04:35 | commenti |
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martedì, ottobre 20, 2009 |
Sabe... Se por acaso você me encontrar por aí, Fer Solon posted by Lorenna | 04:44 | commenti (1) |
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Desejo dar uma volta por aquelas altas e áridas cordilheiras de montanhas onde se morre de sede e frio, por aquela história "extratemporal", aquele absoluto de tempo e espaço onde não existe homem, nem fera, nem vegetação, onde se fica louco de solidão, com linguagem que é de meras palavras, onde tudo é desengachado, desengrenado, sem articulação com os tempos. Desejo um mundo de homens e mulheres, de árvores que não falem (porque já existe conversa demais no mundo!) de rios que levem a gente a lugares, não rios que sejam lendas, mas rios que ponham a gente em contato com outros homens e mulheres, com arquitetura, religião, plantas, animais - rios que tenham barcos e nos quais os homens se afoguem, mas não se afoguem no mito e lenda e nos livros e poeira do passado, mas no tempo e no espaço e na história. Desejo rios que façam oceanos como Shakespeare e Dante, rios que não se sequem no vazio do passado. Oceanos sim! Tenhamos novos oceanos que apaguem o passado, oceanos que criem novas formações geológicas, novas vistas topográficas e continentes estranhos, aterrizadores, oceanos que destruam e preservem ao mesmo tempo, oceanos nos quais possamos navegar, partir para novas descobertas, novos horizontes. Tenhamos mais oceanos, mais convulsões, mais guerras, mais holocaustos. Tenhamos um mundo de homens e mulheres com dínamos entre as pernas, um mundo de fúria natural, de paixão, ação, drama, sonhos, loucura, um mundo que produza extâse e não peidos secos. Creio hoje mais do que nunca é preciso procurar um livro ainda que de uma só grande página: precisamos procurar fragmentos, lascas, unhas dos dedos dos pés, tudo quanto contenha minério, tudo quanto seja capaz de ressuscitar o corpo e a alma. Henry Miller posted by Lorenna | 02:46 | commenti | |